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O INICIO DA AVIAÇÃO COMERCIAL E A IMPERIAL AIRWAYS
A aviação comercial no Reino Unido teve suas origens no transporte de
correio aéreo, em setembro de 1911, quando foi realizada a primeira entrega
oficial de correio aéreo na Grã-Bretanha. No entanto poucos anos mais tarde
a evolução do transporte aéreo civil foi suspensa devido a Primeira Guerra
Mundial (1914-1918), onde os esforços se concentraram na aviação militar. O
ano de 1919 ficou marcado pela retomada do interesse pela aviação comercial,
com o surgimento das primeiras companhias aéreas. Muitas dessas pioneiras
utilizaram aeronaves excedentes de guerra para realizar os seus primeiros voos de
correio aéreo e de passageiros. No Reino Unido a Aircraft Transport and
Travel Limited (AT&T) foi fundada em outubro de 1916, com uma frota de
aeronaves de Havilland DH4, um bombardeiro biplano da Primeira Guerra
Mundial, com capacidade para duas pessoas. O primeiro voo regular só foi
realizado quase três anos mais tarde. No dia 25 de agosto de 1919 a AT&T
foi a responsável por realizar o primeiro voo internacional regular com
passageiros do mundo, na rota entre Londres e Paris. Naquele dia o DH4 decolou de Hounslow Heath levando um passageiro e carga, num voo com cerca de duas horas e
meia de duração até Le Bourget. Nesse mesmo ano a AT&T ganhou a concorrência
da Handley Page Transport, a companhia aérea da fabricante de mesmo nome,
que também iniciou seus voos entre Londres e Paris. Mais tarde a rota foi
estendida até Bruxelas. Ainda em 1919 foi fundada a Instone Air Line, que
iniciou operações em abril de 1920 também na rota Londres - Paris. Toda essa
competição levou a AT&T a uma crise financeira, culminando na venda para a
Daimler Air Hire Limited. Em 1921 a AT&T foi substituída pela Daimler Airway
Limited.
Em 1923 foi criada a British Marine Air Navigation, numa joint venture entre
a fabricante de aeronaves Supermarine e a empresa ferroviária Southern
Railway. A companhia iniciou operações em agosto de 1923, com três
hidroaviões Supermarine Sea Eagle, baseados no Canal da Mancha. As primeiras
rotas foram entre Cherbourg, Le Havre e Channel Islands.
Nos primeiros anos da aviação comercial o número de passageiros era
extremamente reduzido. Viajar de avião era caro, desconfortável e limitado a
um público muito seleto. As primeiras companhias aéreas privadas do Reino
Unido tinham dificuldade em manter suas operações lucrativas apenas com
receitas de passagens, dependendo fortemente de subsídios do governo.
Enquanto as empresas britânicas enfrentavam dificuldades financeiras,
companhias aéreas de outros países, como França, Holanda e Alemanha, estavam
crescendo rapidamente com apoio estatal. Como resultado o governo optou por
unir as quatro principais companhias aéreas sob uma única empresa, com
objetivo de criar uma entidade forte o suficiente para competir
internacionalmente e garantir a presença britânica nas principais rotas
aéreas. Outro ponto de interesse do governo era criar ligações aéreas entre
a Inglaterra e suas colônias na África, Ásia e Oceania.
Em março de 1924 foi fundada a Imperial Airways Limited (IAL), resultado da
fusão entre a Instone Air Line Company, British
Marine Air Navigation, Daimler Airway e Handley Page Transport. A nova companhia
aérea surgiu com uma frota de 13 aeronaves e um subsídio governamental de 1
milhão de libras, distribuído ao longo de dez anos. O voo inaugural foi
realizado em 26 de abril de 1924, entre Londres e Paris, operado com o DH-34.
Nos próximos meses também foram inauguradas as rotas Londres - Bruxelas -
Colônia, Londres - Amsterdam - Hanover - Berlin e Londres - Paris - Basileia
- Zurique. Porém
o foco da empresa estava nas rotas de longa distância. Para isso a Imperial Airways iniciou voos de teste para a Cidade do Cabo,
em 1925, e para Delhi, em 1926.
Em fevereiro de 1927 foi inaugurada a rota para Cairo e Basra, com o DH-66.
Em 30 de março de 1929 a Imperial Airways inaugurou seu primeiro serviço
para a Índia. No entanto a rota não era completamente por via aérea. A
Itália não permitia que aeronaves britânicas entrassem na Itália vindas da
França e voar sobre os Alpes era muito arriscado na época. Dessa forma o
serviço iniciava em Londres por avião, seguindo para Paris e Baslieia. De lá
os passageiros seguiam por trem até Gênova, onde embarcavam novamente em um
avião, continuando o trajeto Gênova - Roma - Nápoles - Corfu - Atenas - Baía
de Suda - Tobruk - Alexandria - Gaza - Rutbah Wells - Bagdá - Basra -
Bushire - Lingeh - Jask - Gwadar - Karachi. O tempo total da viagem era de
sete dias.
Em junho de 1930 foram iniciados voos para os primeiros destinos domésticos,
na rota Londres - Birmingham - Manchester - Liverpool, operada três vezes
por semana com aeronaves Argosy. Antes disso a Imperial Airways também
operava um serviço originalmente operado pela British Marine Air Navigation,
com hidroaviões entre Southamption e destinos no Canal da Mancha.
Em abril de 1932 foi inaugurada a rota para a Cidade do Cabo, no trajeto
Londres - Paris - Basileia - Nápoles - Atenas - Cairo - Khartoum - Juba -
Kisumu - Nairobi - Broken Hill - Salisbury - Bulawayo - Johannesburg -
Kimberley - Cidade do Cabo.
Em 1933 a rota até Karachi, na Índia, foi estendida para Delhi, Bangkok e Singapura.
Em 1935 a companhia recebeu os primeiros Avro 652 e
expandiu sua malha na Europa para Halle, Leipzig, Praga, Viena e Budapeste.
Em abril, em parceria com a Qantas Empire Airways, a Imperial
Airways inaugurou a rota entre Londres e Brisbane, numa viagem de 12
dias e meio. A rota era uma extensão do serviço até Singapura. No ano
seguinte essa rota também passou a oferecer conexão para Hong Kong.
Em abril de 1937 a Imperial Airways começou a operar em Frankfurt, com
objetivo de fornecer uma conexão com os serviços transatlânticos da Deutsche
Zeppelin para o Rio de Janeiro e Nova York. Em junho, em parceria com a
Pan Am, a companhia realizou o primeiro voo para os
EUA, na rota Londres - Bermuda - Nova York, utilizando os hidroaviões Short
Empire Cavalier e Sikorsky S-42. No ano
seguinte foram inaugurados os voos regulares, na rota Londres - Foynes -
Montreal - Nova York, num voo com mais de 20 horas de duração, operado pelo
Short S20. A volta era feita na rota Nova York - Botwood - Açores - Lisboa -
Londres, e demorava mais tempo, cerca de 25 horas.
BRITISH OVERSEAS AIRWAYS
CORPORATION (BOAC)
Em 1939 ao mesmo tempo que uma guerra se tornava cada vez
mais eminente, haviam discussões no governo sobre uma companhia aérea mais
forte e bem organizada para representar o Reino Unido globalmente. A
Imperial Airways enfrentava críticas por sua abordagem conservadora, que
priorizava o transporte para as colônias britânicas e não atendia bem às
crescentes demandas da aviação comercial moderna. Enquanto a Imperial
Airways focava nas rotas de longa distância, outra companhia aérea começou a
dominar as rotas de curta e média distância. Fundada em setembro de 1935, a British Airways
Limited (BAL) foi o resultado da fusão da Hillman's Airways, Spartan Air Lines e United Airways.
A empresa já nasceu com uma frota de 37 aeronaves e uma malha cobrindo
Londres, Paris, Bruxelas, Antwerp, Liverpool, Belfast e Glasgow.
Em 1936 a empresa absorveu a British Continental Airways, aumentando sua
presença na França, Bélgica e Holanda, além de expandir a malha para
Hamburgo, Copenhagen, Malmo e Estocolmo. A empresa privada British Airways
Limited era vista como a candidata ideal para se fundir com a Imperial
Airways e formar uma nova companhia aérea estatal. Enquanto os políticos
discutiam a melhor estratégia para a aviação comercial, as duas iniciaram um
serviço conjunto na rota Londres - Paris, a partir de abril de 1939. A rota
era operada com oito voos em cada sentido durante a semana e cinco nos
finais de semana.
Em setembro de 1939, após a declaração formal de guerra do Governo Britânico
à Alemanha, todos os voos civis cessaram. Em novembro foi fundada uma nova
companhia aérea estatal, a British Overseas Airways Corporation (BOAC),
criada sob uma Lei que levou o nome da empresa.
Em 1 de abril de 1940 as operações da Imperial Airways e da British Airways foram
oficialmente assumidas pela BOAC. Durante a guerra a BOAC operou voos
militares conectando o Reino Unido com aliados e colônias britânicas. Muitas
rotas tiveram que ser adaptadas para evitar as áreas controladas pelo Eixo.
Após a guerra o governo mudou novamente a estratégia. Ao invés de concentrar
todas as operações na BOAC, foram criadas outras empresas estatais, cada uma
com um objetivo. A British European Airways (BEA) passou a operar voos no Reino Unido e para a
Europa, a British South American Airways (BSAA) ficou com as rotas para a
América do Sul e Caribe e a BOAC ficou com as demais rotas internacionais. Para reequipar a frota dessas empresas foram
utilizadas aeronaves militares remanescentes da guerra como o
Douglas DC-3 (C-47), Avro
Lancaster e Avro York.
Em 1 de julho de 1946 a BOAC retomou os voos comerciais, com o inicio da
rota Londres - Shannon - Gander - Nova York. Essa rota era operada com a
primeira aeronave pressurizada da empresa, o
Lockheed Constellation. No dia 1 de agosto foi a vez da BEA iniciar
operações para destinos na Europa como Amsterdam, Atenas, Bruxelas,
Copenhagen, Frankfurt, Genebra, Helsinki, Lisboa, Madri, Oslo, Paris, Praga,
Roma e Viena, com aeronaves DC-3 e
Vickers Viking.
Em abril de 1947 a BOAC retomou os voos para o Canadá, na rota Londres -
Prestwick - Gander - Montreal, operado com o Constellation.
Em julho foram retomados os voos para Cairo, com aeronaves Handley Page
Halton.
Em dezembro de 1948 a BOAC retomou os voos de passageiros até Sydney, com o
Constellation. Já os voos até Joanesburgo
foram retomados com hidroaviões Short Solent 3. Nesse ano a malha também foi
expandida para Hong Kong e Tokyo.
Em julho de 1949 a BOAC se fundiu com a British South American
Airways, passando a voar para o Brasil. A rota Londres - Lisboa - Dakar -
Natal - Rio de Janeiro - São Paulo - Montevidéu - Buenos Aires passou
então a ser operada pelo Canadair Argonaut.
Em dezembro de 1949 foi inaugurado o primeiro voo com o
Boeing 377, na rota Londres - Nova York. O
maior alcance da aeronave permitiu pela primeira vez voos sem escalas entre
as duas cidades, embora dependendo do vento e das condições climáticas uma
escala técnica era
necessária. O B377 também
introduziu o novo serviço de luxo denominado "Monarch", em 1951.
Em julho de 1950 a BEA foi a responsável por realizar o primeiro voo com uma
aeronave comercial turboélice no mundo, na rota Londres - Paris, com o
Vickers Viscount.
No dia 2 de maio de 1952 a BOAC se tornou a primeira companhia aérea do
mundo a operar um jato comercial, quando o de Havilland Comet 1
operou pela primeira vez na rota entre Londres e Johanesburgo. Em abril de
1953 o Comet foi introduzido na rota até
Tokyo, reduzindo o tempo de viagem de 86 para 33 horas. No entanto as
operações com o Comet foram
interrompidas em pouco
tempo devido a uma série de acidentes fatais com o modelo. A BOAC tinha
planos de colocar o
Comet 1 na rota para o Brasil e
chegou a realizar um voo experimental em 1953, se tornando o primeiro jato a
pousar no Brasil. O ano de 1952 também foi marcado pelos primeiros voos com
classe turística (futuramente classe econômica).
Em 1954 a BOAC acabou cancelando a rota para a América do
Sul, pois os voos davam prejuízo.
Em dezembro de 1955 a BOAC recebeu o primeiro
Bristol Britannia, introduzidos nos voos para Joanesburgo, Sydney e Nova
York. Já em outubro de 1956 chegaram os primeiros
Douglas DC-7C, que substituíram os Boeing
377 na rota sem escalas entre Londres e Nova York.
Em 4 de outubro de 1958 foi realizado o primeiro voo com um jato através do
Atlântico Norte, na rota Londres - Nova York, com o
Comet 4 (a versão com as falhas
corrigidas). Em dezembro o Comet 4
também passou a operar para Montreal. Em março de 1959 o
Comet 4 inaugurou o serviço de volta ao
mundo da BOAC, na rota Londres - Nova York - Tokyo - Londres. Ainda em 1959
o Comet 4 foi colocado nas rotas para
Joanesburgo e Sydney.
Em 25 de janeiro de 1960 o Comet 4 foi o
responsável por retomar os voos para o Brasil, Uruguai, Argentina e Chile,
na rota Londres - Madrid - Dakar - Rio de Janeiro - Montevidéu - Buenos
Aires - Santiago. Porém em outubro de 1964 a rota para a América do Sul foi
repassada para a British United Airways.
Em maio de 1960 o
Boeing 707 estreou na rota Londres - Nova York. A partir de então o
B707 começou a substituir o Comet 4
nas principais rotas de longa distância.
Em abril de 1964 começaram a operar os Vickers
VC10. A primeira rota foi Londres - Lagos, uma vez que o
VC10 tinha melhor desempenho que o
B707 em regiões quentes.
Em 1966 a BOAC iniciou voos para a Cidade do México.
Em 22 de abril de 1970 a BOAC recebeu o seu primeiro wide-body
Boeing 747, mas devido a uma greve o
747 só entrou em operação em abril de 1971,
na rota Londres - Nova York. Entretanto uma nova mudança estava por vir. Em
meio ao rápido crescimento do setor aéreo britânico havia um debate sobre o
papel das companhias aéreas estatais (BOAC e BEA) em relação às companhias
privadas. O governo queria proteger as estatais contra concorrência desleal,
mas também permitir que companhias privadas crescessem. Nesse sentido o
governo britânico percebeu que manter várias companhias aéreas estatais
separadas não era mais sustentável.
BRITISH AIRWAYS
Em 1 de setembro de 1972 foi criado o British Airways Board, um conselho
para administrar a BOAC e a BEA. Em março de 1974 as duas empresas foram
fundidas sob a marca British Airways. A nova companhia aérea nasceu com uma
frota de mais de 200 aeronaves e voos para mais de 80 países. Após a fusão a primeira aeronave entregue à British Airways
foi um Lockheed Tristar, em outubro de 1974, encomendada
para a antiga BEA. O Tristar começou a operar nas rotas europeias,
inicialmente para Bruxelas, Madri, Málaga, Palma e Paris, em janeiro de
1975.
Em 21 de janeiro de 1976 foram inaugurados simultaneamente
pela British Airways e Air France os primeiros
voos comerciais supersônicos de passageiros do mundo, com o
Concorde. A primeira rota foi Londres - Bahrein. Em maio foram iniciados
voos para Washington. Já os voos para Nova York só foram iniciados em
novembro de 1977. Em dezembro de 1977 foi feita uma uma extensão da rota
para Bahrein até Singapura, operado em conjunto com a
Singapore Airlines. Para marcar a parceria, um
Concorde ganhou uma pintura híbrida, de uma
lado as cores da Singapore Airlines e do outro
da British Airways. Em 1984 a rota para Washington foi estendida até Miami.
Em maio de 1979 a entrada de um novo governo iniciou a intenção de
privatizar a empresa. No entanto uma recessão mergulhou a British Airways em
enormes prejuízos, forçando o adiamento dos planos. A Crise do Petróleo de
1979 acertou em cheio a companhia, que iniciou um plano de recuperação, que
incluída o corte de rotas não lucrativas, redução de pessoal e aposentadoria
antecipada de aeronaves mais antigas como os
Trident,
B707 e VC-10. Finalmente, em 1987, a
British Airways foi privatizada, com o inicio da negociação de ações na
bolsa de valores, no dia
11 de fevereiro.
Em dezembro de 1987 a British Airways adquiriu a British Caledonian, voltando a voar para o Brasil. Inicialmente eram duas
frequencias semanais na rota Londres - Recife - Rio de Janeiro - São Paulo,
operadas com o Tristar.
Em 1988 o Tristar foi substituído pelo
Boeing 747.
Em 1989 a British recebeu os primeiros
Airbus A320. No ano seguinte inaugurou sua nova pintura em um
Boeing 737-300.
Em 1991 a empresa deixou de voar para o Rio de Janeiro, passando a operar
apenas em São Paulo, cinco vezes por semana, com o
Boeing 747-400.
Em 1995 foram criadas as subsidiárias BA
Regional e British Asia Airways, com base em Taiwan.
Em 1996 a British foi uma das primeiras companhias aéreas a
operar o Boeing 777-200, que iniciou serviço
para Dubai e Muscat.
Em fevereiro de 1999 a British Airways, juntamente com a
American Airlines,
Canadian Airlines,
Cathay Pacific e
Qantas, fundou a
OneWorld (Aliança Global entre
companhias aéreas).
Em setembro de 2006 a British escolheu pela primeira vez um
Airbus para rotas de longa distância, encomendando o
A380.
Em 2007 encomendou o
Boeing 787.
Em outubro de 2008 a British voltou a voar diretamente para o Rio de Janeiro,
com o Boeing 777, três vezes por semana.
Em
12 de novembro de 2009 foi anunciada a fusão entre a British e a
Iberia, criando o Grupo IAG. As duas marcas foram mantidas e a fusão
foi completada no final de 2010. O novo grupo passou a ser um
dos maiores do mundo, com mais de 400 aeronaves e mais de 200 destinos no
mundo.
Em novembro de 2011 a companhia anunciou a aquisição da
BMI, que pertencia ao grupo
Lufthansa. A compra foi concretizada em 2012 e a marca
BMI foi extinta. Já a
BMI Regional foi vendida para um consórcio em
junho de 2012.
Em março de 2013 a British aumentou os voos para o Rio de Janeiro, inicialmente
operando seis vezes por semana com o Boeing
777-200.
Em pouco tempo a rota passou a ser diária e em outubro o
B777-200
foi substituído pelo Boeing 777-300. Em
junho a companhia recebeu o primeiro
Boeing 787 e em julho o primeiro
A380.
Em setembro de 2015 a British Airways anunciou a compra de 98% da
Aer Lingus, que passou a integrar o Grupo IAG.
Em outubro de 2017 a rota para o Rio de Janeiro passou a ser servida pelo
Boeing 787-8, já a rota para São Paulo teve o
Boeing 747-400 substituído pelo
Boeing 777-300ER.
Em 2020 a empresa anunciou a aposentadoria antecipada do
Boeing 747 devido a diminuição da demanda
causada pela pandemia do COVID-19. Nos últimos anos a British mantinha a
maior frota de
B747 no mundo, com mais de quarenta unidades
em operação.
Em dezembro de 2021 a rota para São Paulo passou a ser operada com o
A350-1000.
Em outubro de 2023 foi inaugurada a a rota Londres - Rio de Janeiro - Buenos
Aires, agora operada pelo Boeing 777.
A British Latin American Air Lines (BLAIR) foi formada em janeiro de
1944 para complementar os serviços de transporte marítimo para a América
do Sul. No final de 1945 a empresa foi renomeada para British South
American Airways (BSAA). A primeira aeronave da companhia foi um
Lancaster, originalmente uma aeronave militar convertida para o
transporte comercial de passageiros. Os Lancaster eram capazes de
transportar 13 passageiros e após a conversão para a aviação comercial,
também ficaram conhecidos como "Lancastrian". Pouco tempo depois a BSAA
também passou a operar o Avro York, derivado do
Lancaster, mas capaz de
levar 21 passageiros.
Em janeiro de 1946 iniciaram-se os voos experimentais no
recém-inaugurado
Aeroporto
de Heathrow. No dia 15 de março de 1946 a BSAA inaugurou
seus voos para a América do Sul, na rota Londres - Lisboa - Dakar
- Natal - Rio de Janeiro - Montevidéu - Buenos Aires - Santiago. Da
Inglaterra até o Brasil o passageiro precisava encarar 30h de voo, sem
contar o tempo de espera nas escalas.
Em maio de 1947 a BSAA inaugurou voos para as Bermudas e até 1948 a
companhia já estava voando também para Kingston, na Jamaica, e Havana,
em Cuba.
Em outubro de 1957 a British South American Airways introduziu o
Avro
Tudor IV na rota para a América do Sul. A aeronave foi uma versão
especialmente projetada para a BSAA, capaz de transportar 32
passageiros. O voo inaugural para o Brasil foi pelo G-AHNK, batizado
"Star Lion".
Em janeiro de 1949 adquiriu a Bahamas Airways, ampliando sua malha no
caribe. No entanto ainda em janeiro, um
Avro Tudor desapareceu sem deixar vestígios
enquanto sobrevoava o Oceano Atlântico, num voo entre Bermudas e
Kingston, levantando preocupações sobre a segurança desses aviões. Após
o desaparecimento todos os
Avro Tudor foram retirados de operação, deixando
a BSAA com uma frota significativamente reduzida para suas rotas
internacionais. A companhia havia encomendado novos hidroaviões, mas
estes só seriam entregues em 1951. Diante desse contratempo o governo
britânico propôs a fusão da BSAA com a BOAC, em março de 1949. A BSAA
foi oficialmente extinta em 1 de janeiro de 1950.
Fundação: 1944
Encerrou Operações: 1950
País: Inglaterra
Principais Aeroportos: Aeroporto
Internacional de Heathrow
Sede:
Londres
Destinos no Brasil:
Rio de Janeiro, São Paulo e Natal
> Mapa de Rotas:
A British United Airways (BUA) foi formada como resultado da fusão da
Airwork Services e Hunting-Clan Air Transport em julho de 1960. A BUA
nasceu com uma frota de 90 aeronaves e helicópteros, que operavam
principalmente voos não regulares, tendo como Gatwick sua principal base
de operações.
Em maio de 1961 a companhia encomendou jatos
BAC 1-11 para renovar a frota.
Em janeiro de 1962 a BUA se fundiu com a British Aviation Services, se
tornando a maior companhia aérea privada fora dos Estados Unidos. Em
maio do mesmo ano a BUA comprou a Jersey Airlines, alcançando uma frota
de mais de 100 aeronaves.
Em outubro de 1964 a BUA introduziu os jatos
VC-10 em suas rotas. Em novembro do
mesmo ano a BUA adquiriu da BOAC as rotas para a América do Sul, podendo
assim iniciar voos para o Brasil, Argentina, Chile e Uruguai.
Em abril de 1965 a empresa iniciou voos com os BAC
1-11.
Em 1968 a BUA passou por uma grande reorganização para melhorar seu
desempenho financeiro.
Em novembro de 1970 a BUA foi vendida para a Caledonian Airways.
A Caledonian Airways surgiu em abril de 1961 como companhia aérea
charters com alguns DC-7s. O primeiro jato foi
um Boeing 707 entregue em 1967. O nome "Caledonian"
vem da palavra Caledônia, que era como os romanos chamavam a Escócia.
Em 1970 a companhia se fundiu com a British United Airways, formando a
British Caledonian Airways. A partir daí a companhia passou a ser
conhecida como "Second Force", sendo a segunda maior companhia aérea do
Reino Unido. A British United Airways já voava para o
Brasil com o Vickers VC-10 e a British Caledonian Airways
continuou operando no país com a mesma aeronave.
Em 1973 a British Caledonian Airways substituiu o VC-10 pelo
Boeing 707 na rota para o Brasil. Além da
economia de combustível, a companhia pôde realizar voos sem escalas
entre Londres (Gatwick) e o Rio de Janeiro, graças ao maior alcance do
B707.
Em março de 1977 a empresa recebeu o seu primeiro wide-body
DC-10. No mesmo ano o
Boeing 707 foi substituído pelo
DC-10-30
na rota para o Brasil.
Em 1982 a companhia recebeu o primeiro
Boeing 747-200 e em 1984 o primeiro A310-200.
Em 29 de março de 1985 decolou o último voo da British Caledonian
Airways para o Brasil. A partir daí a operação foi assumida pela British
Airways, que havia comprado a empresa.
Fundação: 1960 (BUA) / 1961 (Caledonian)
Encerrou Operações: 1970 (BUA) / 1985 (Caledonian)
País: Inglaterra
Principais Aeroportos: Aeroporto
Internacional de Gatwick
Sede:
Londres
Destinos no Brasil:
Rio de Janeiro, São Paulo e Recife
> Mapa de Rotas:
British Caledonian Airways - 1978
BUA - 1968
Evolução da empresa:
Evolução dos logos:![]() ![]()
Logos das empresas precursoras:
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Fundação: 31 de março de 1924 como Imperial Airways /
24 de novembro de 1939 como BOAC / 31 de março de 1974 como
British Airways
País: Inglaterra
Principais Aeroportos: Aeroporto
Internacional de Heathrow
(Londres), Aeroporto Internacional de Gatwick (Londres) e
Aeroporto Internacional de Manchester (Manchester)
Sede:
Londres
Códigos:
BAW / BA
Destinos:
183
Destinos no Brasil:
São Paulo e Rio de Janeiro
Subsidiárias:
|
E |
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A IAG (International Airlines Group) é a holding que controla o grupo
British Airways e o grupo Iberia, formado a
partir da fusão das duas companhias. Após a fusão o grupo expandiu,
adquirindo também a Vueling e a
Aer Lingus e criando a
Level.
E |
|
> Histórico de Frota:
E |
|
> Aeronaves Utilizadas:
Aeronave: | Período: | Total de unidades: | Passageiros: |
Imperial Airways |
|||
Armstrong Whitworth Argosy |
1926-1935 | 7 | 20 |
Armstrong Whitworth Atalanta |
1932-1939 | 8 | 9-17 |
Armstrong Whitworth Ensign |
1938-1946 | 12 | 27-40 |
Avro 618 Ten |
1930-1938 | 2 | 8 |
Avro 652 |
1936-1938 | 2 | 4 |
Boulton & Paul P71 |
1934-1936 | 2 | 6-7 |
Bristol Ten-seater |
1924-1926 | 2 | 8 |
de Havilland DH34 |
1924-1926 | 7 | 10 |
de Havilland DH50 |
1924-1933 | 3 | 4 |
de Havilland DH66 Hercules |
1926-1935 | 9 | 7 |
de Havilland DH86 Express |
1934-1939 | 12 | 10-16 |
1938-1939 | 7 | 22-30 | |
Handley Page W8/W9/W10 |
1924-1933 | 9 | 12 |
Handley Page HP42 |
1931-1939 | 8 | 24-38 |
Short S8 / S17 |
1928-1938 | 8 | 15-16 |
Short S26 / S30 |
1938-1939 | 43 | 16-24 / 38 |
BOAC |
|||
Airspeed Consul/Oxford |
1948-1954 | 6 | |
Armstrong Whitworth AW15/ AW27/ AW38 |
1941-1946 | 9-17 / 27-40 | |
1944-1951 | 9-13 | ||
1944-1957 | 9 | 12-21 | |
1941-1948 | 3 | 36-68 | |
1949-1960 | 16 | 52 | |
1960-1974 | 31 | 146 (16F+130Y) | |
1970-1974 | 15 | 362 (27F+335Y) ou 351 (36F+315Y) | |
1955-1966 | 47 | ||
Consolidated 28 Catalina / 32 Liberator |
1940-1951 | ||
de Havilland DH86 Express |
1939-1941 | 10-16 | |
1939-1943 | 22-30 | ||
de Havilland DH95 Flamingo |
1941-1944 | 8 | 17 |
de Havilland DH98 Mosquito |
1943-1945 | ||
1946-1960 | 8 | ||
1952-1969 | 43 | ||
1943-1950 | 80 | ||
1949-1960 | 22 | 44 | |
1956-1965 | 11 | 60 | |
Handley Page HP70 / HP81 |
1946-1957 | ||
Lockheed L10 / L14 / L18 / L414 |
1937-1948 | 10-18 | |
1946-1949 | 25 | 44 | |
Short S23 / S25 / S26 / S30 / S33 / S45 |
1939-1960 | 109 | |
1964-1974 | 40 | 137-151 | |
BEA |
|||
Airspeed AS57 Ambassador "Elizabethan" |
1951-1961 | 22 | 40 ou 49 |
Avro Anson |
1946-1950 | 16 | |
1969-1974 | 18 | 99 | |
1950-1952 | 4 | - | |
1947-1964 | 53 | 6 | |
1959-1972 | 17 | 86 (22F+64Y), 88 (14F+74Y) ou 89 (10F+79Y) | |
de Havilland DH.114 Heron |
1955-1974 | 5 | 14 |
1946-1962 | 78 | 21, 28, 30 ou 32 | |
1962-1968 | 4 | 44 | |
1964-1974 | 70 | 80 (16F+64), 84 (8F+76Y), 88 ou 141 | |
1946-1956 | 80 | 24, 27, 36 ou 38 | |
1952-1974 | 118 | 40, 47, 54, 57, 58, 60, 63, 66, 69 ou 71 | |
1960-1974 | 20 | 114 (18F+96Y), 119 (30F+89), 126 (18F+108Y), 132 ou 135 | |
British Airways |
|||
Airbus A318 | 2009-2020 | 2 | 32 (classe executiva) |
1988-2007 |
5 |
149 | |
1974-1984 |
12 |
||
1974-1981 |
17 |
||
1977-2001 |
70 |
108 ou 114 | |
1988-2017 |
30 |
132 | |
1997-2018 |
45 |
134 (2 classes) ou 147 (1 classe) | |
1996-2009 |
15 |
110 | |
1974-1999 |
19 |
370 ou 356 (14F+76J+266Y) | |
1977-2001 |
20 |
425 ou 378 (14F+66J+298Y) | |
Boeing 747-400 | 1989-2020 | 61 | 299 (14F+70J+30W+185Y) ou 345 (14F+52J+36W+243Y) |
1983-2010 |
63 |
158 ou 180 ou 195 | |
Boeing 767-300ER | 1990-2018 | 28 | 189 (3 classes) / 229 ou 244 (2 classes) / 252 ou 259 (1 classe) |
1988-1999 |
8 |
214 (12F+35J+167Y) ou 311 (32F+279Y) | |
1976-2003 |
13 |
100 | |
1975-1991 |
29 |
226 (12F+26J+188Y) ou 213 (18F+60J+135Y) | |
1989-1994 |
17 |
64 | |
1989-1994 | 95 | ||
1997 | 110 | ||
1974-1985 |
121 |
141 | |
1975-1989 |
19 |
44 | |
1974-1993 |
44 |
99 | |
1974-1982 |
37 |
40, 47, 54, 57, 58, 60, 63, 66, 69 ou 71 | |
1974-1975 |
12 |
114 (18F+96Y), 119 (30F+89), 126 (18F+108Y), 132 ou 135 | |
1974-1981 |
27 |
||
DHC-8 | 1996 | 5 | 50 |
> Mapa de Rotas:
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Atualizado em junho de 2024